Arquivo para Rock Alternativo

Made in Brazil: Black Drawing Chalks

Posted in Made In Brasil, Música with tags , , , , , , , , , , , , , on julho 26, 2010 by digitalterror

A rock’n’roll band. Music to drink and fuck. Essa é a bio da BDS [Black Drawing Chalks], uma banda de Stoner Rock [um rock com riffs de guitarra graves e lentos com grande influência setentista/psicodélica] de Goiânia!

Victor Rocha e Douglas Castro tiveram a dieia de montar uma banda na faculdade de Design Gráfico. Eles fazem parte do estúdio Bicicleta sem Freio [responsável pela identidade visual de vários shows e festivais de Goiânia] e decidiram chamar Denis de Castro, irmão de Douglas e estudante de arquitetura, para fundar o Black Drawing Chalks. Na época, Victor dividia os acordes e vocais com Marco Bauer. No início de 2007, Marco decide sair da banda e Renato Cunha é convidado a integrar o quarteto. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar”, vem de uma marca alemã de material para desenho Staedtler, influência constante na vida dos garotos.

Em 2007, lançaram o elogiado disco de estréia, “Big Deal”, pela gravadora Monstro Discos. Após o lançamento do álbum, a banda tocou pelo Brasil inteiro. No mesmo ano, abriram para os ídolos americanos do Nashville Pussy, tradição que se tornaria frequente. A banda já fez shows ao lado de nomes como The Datsuns, Motörhead e Eagles Of Death Metal.

Em 2009, com mais maturidade, o grupo lança seu segundo álbum “Life Is a Big Holiday For Us”, também pela Monstro Discos, após uma turnê pelo Canadá, onde a banda se apresentou no festival Canadian Music Week.

Com frequente exposição na mídia, longas turnês e participação nos maiores festivais do Brasil, o grupo conquistou três indicações ao VMB 2009, nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do ano, com o vídeo da música My Favorite Way, feito em uma parceria do coletivo Bicicleta Sem Freio com o estúdio Nitrocorpz, responsável por diversas vinhetas da MTV.

Pra mim, que faço design, o BDC é uma imensa jogada. Os caras sintetisam o design com o lance psicodélico do stoner-rock, com letras lisérgicas e contagiantes! O clipe da “My Favorite Way” mostra bem isso, com forte impacto visual.  Vamos deixar um pouco desse rock’n’roll certinho que escutamos hoje em dia pra viver um pouco do ácido desse estilo de sexo, drogas e tudo mais!

Também vale muito a pena viajar nas ilustrações do Bicicleta sem Freio, altamente viciante…  Então, let’s rock!!
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Vampiros que Brilham e a Música

Posted in Cultura Pop, Filmes, Música, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 1, 2010 by Jonatas

A  saga Crepúsculo escrita por Stephenie Meyer pode ser uma das piores coisas que surgiram nessa década. Um folclore fraco que distorce todas as mitologias vampirescas que surgiram pela história para agradar mulheres adolescentes com doses cavalares de romance brega, dramalhão e mágica. Adicione um lobisomem sentimental no meio disso e pronto, você tem a fórmula perfeita para vender milhões de livros para pessoas carentes, ser procurada por Hollywood e ganhar uma série de filmes ruins com atores de segunda e efeitos especiais primários que vão gerar mais alguns milhões de dólares, claro.

Entretanto, no meio de todo esse carrossel bizarro, alguns empresários bacanudos de perspicácia aguçada encontraram uma ótima oportunidade de mercado para aquecer o cenário musical: a trilha sonora.

A maior parte dos blockbusters americanos não possuem uma trilha sonora para vendas de grande relevância. Só existe um bom investimento nesse segmento quando as críticas prévias apontam que as bilheterias serão um fracasso, colocando as trilhas como forma de recuperar parte dos investimentos iniciais (caso de filmes como Freddy Vs. Jason, cuja trilha rendeu mais de 30 milhões pelo mundo, enquanto na estréia o filme não arrecadou nem 8 milhões). Mas no caso de Crepúsculo (que lançou seu terceiro filme nos cinemas essa semana, chamado Eclipse) a coisa funciona diferente… A trilha caminha junto com o filme. Desde o primeiro longa há um investimento muito grande e uma seleção rígida de artistas para compôr a trilha. Devido ao sucesso da série, a produtora sequer precisou convidar músicos para participar. Os músicos procuraram (e continuam procurando) a produtora praticamente implorando sua inclusão no disco.

Esse fênomeno cultural desencadeou em uma das trilhas sonoras mais diversificadas e rentáveis da história. Uma mescla de mainstrain e underground que funcionou bem atingindo públicos diferentes, vendendo muito e alcançando o topo das paradas de vendas por muitas semanas consecutivas.

As trilhas vão de Paramore à The Black Ghosts, de Thom York à Death Cab For Cutie. A banda Muse participou das três trilhas (o que levou-os ao topo das paradas americanas e reconhecimento mundial). O compositor Beck se inspirou e criou uma canção para um dos personagens, por livre e expontânea vontade, e convidou a banda Bat For Lashes para produzi-la com ele (música no final do post). E até mesmo algumas participações completamente inusitadas como da banda junkie de garagem Black Rebel Motorcycle Club ou do projeto paralelo e sombrio de Jack White, o The Dead Weather, deixa pessoas como eu  de boca aberta. Não dá para negar que esses discos são golpes de mestre!

Nesse momento, Harry Potter deve estar se contorcendo de raiva por não ter seguido por um caminho semelhante.Moral da história: O filme pode ser ruim, mas a trilha sonora (nesse caso) compensa.

Brandon Flowers e o Flamingo

Posted in Cultura Pop, Música, Novidades with tags , , , , , , , , , , on junho 29, 2010 by Jonatas

Enquanto o The Killers está de férias por tempo indeterminado, o vocalista e principal compositor da banda Brandon Flowers resolveu encarar uma empreitada solo. O primeiro disco do rapaz deve ser lançado em setembro lá na gringa. Entitulado Flamingo, o disco trará algumas referencias musicais diferentes, passando por músicas latinas, brega oitentista e electro europeu. Já é possível escutar o primeiro single no site oficial de Flowers. A faixa chamada “Crossfire” tem um quê de U2 e Queen, e mostra que o vocalista do Killers está preparado para abraçar as rádios de pai, como a Alfa FM. Apesar de extremamente amadurecido, o som soa um pouco velho e empoeirado como Rod Stewart.

Apesar da investida solo, o The Killers já pensa em voltar para os estúdios para compôr o sucessor de Day & Age, de 2008.

As Luzes do Interpol

Posted in Música, Novidades, Vídeos with tags , , , , , on junho 23, 2010 by Jonatas

 

O Interpol tá de clipe novo! A banda liberou o vídeo de “Lights”, primeira faixa do novo álbum que leva o nome da banda. O clipe, no melhor estilo Lady Gaga, não faz muito sentido mas tem uma boa fotografia. A música também não é das melhores se comparada a trabalhos anteriores da banda, mas ainda assim soa agradável e melancólica na medida certa.

O novo disco está previsto para setembro e será o último com a participação do baixista Carlos Dengler que deixou a banda em meados de maio. O Interpol já entrou em tourne para divulgação do novo trabalho e dizem por ai que pretendem passar aqui pelo Brasil no segundo semestre.

Pra ouvir mais músicas dos caras acesse o MySpace ou simplesmente busque no YouTube que tem muita coisa deles por lá.

TIM Festival, o menor festival da Terra

Posted in Random with tags , , , , , , on outubro 24, 2008 by Jonatas

Tive a oportunidade de comparecer ontem ao Novas Raves, noite mais moderninha do grande evento TIM Festival, aqui em São Paulo, cujas atrações foram os britânicos do Klaxons e a novidade empolgante Neon Neon.

De longe, não era o mesmo festival que frequentei em edições anteriores. O Auditório Ibirapuera apesar de muito bom, não é muito grande. E ver aquele espaço relativamente pequeno sem sua lotação máxima é realmente desanimador. Parecia um show em quadra de escola. Fico pensando se o festival continuará de vento em popa nos próximos anos, pois na minha opinião, caiu num certo desgosto popular. Outra coisa que me chamou a atenção foram os merchans que não existiam nas demais edições, dominado pela Nívea e a cerveja Itaipava.

Mas coisinhas à parte, os shows. Sim, os shows foram bons (e não ótimos, veja bem). Klaxons é uma banda extremamente competente e cativante, tem presença de palco e uma simpatia inigualável atípica dos britânicos. O pessoal pulou e cantou ao som de grandes hits como “The Bounce”, “Golden Skans” e “Magick”, e mesmo as faixas mais desconhecidas ecoavam em coro pelo local. Foi um show gostoso, principalmente pelo fato de não ter aquele empura-empurra desagradável. Deu pra assistir com tranquilidade, debaixo do palco, de frente para o teclado.

Mas a noite foi do Neon Neon. Eu sinceramente nem conheço a banda direito, mas adorei. Apresentação simples, rápida e objetiva, misturando rock, música eletrônica, experimentalismos aleatórios e uma postura quase shoegazer. A faixa que fechou o show me lembrou um pouco de Sonic Youth, mas com batuques de carnaval e samples de poperô. Uma coisa assim, sem explicação. Com muita simpatia e um ensaiado português conseguiram ganhar o público. E aquela baixista era um espetáculo à parte, toda fofinha, toda sem jeito, extremamente tímida. Valeu a pena!

Entretanto, apesar das boas apresentações, o festival continuou pecando no atraso entre as bandas e cobrou um valou excessivo pelos ingressos. Não valeria a pena pagar R$150 para ver duas bandas. O formato do festival é péssimo e não atrai mais o público. É melhor os organizadores repensarem suas estratégias, ou teremos mais um bom evento esquecido e enterrado no fundo de uma gaveta…

Lucid Dreams

Posted in Música with tags , , , on agosto 12, 2008 by Jonatas

Esse é o nome da música que o Franz Ferdinand disponibilizou hoje no site oficial deles por tempo limitado. Se você é fã e quer ouvi-la, deve fazer um pequeno cadastro no site e terá acesso ao arquivo para audição online. Se não conhece, também pode fazer isso, ou esperar que saia no game Madden 09 que logo logo estará nas lojas. Segundo a banda esse não é um novo single, ou um novo hit, ou um possível novo clipe, é só uma experimentação.

O grupo, considerado um dos principais dessa nova geração alternativa, está gravando um novo disco que ainda não tem nome, mas que já tem data para ser lançado: janeiro de 2009. Segundo fontes oficiais (Leia revistas especializada ham?!), estão fazendo uma bagunça tremenda nos estúdios e deixando os produtores musicais retardados. Afinal, que banda comum grava os sons de alguém escalando uma parede para colocar na música?

Pois bem, eles estão fazendo coisas desse tipo e muitas outras experimentações que vão desde sonoridades bizarras até batidas sul-americanas (Samba!) e africanas. O negócio é esperar pra ver né?!

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Twitter Me Bee!!!

A Conspiração Gallagher

Posted in Cultura Pop, Música with tags , , on agosto 11, 2008 by Jonatas

É só pintar um novo álbum que o Oasis arranja uma treta pra aparecer na mídia. De lei. Sempre acontece. Depois do pronunciamento do novo disco “Dig Out Your Soul” com lançamento previsto para outubro, já era de se esperar barraco.

Começou contra o Jay Z. Os irmãos Gallagher criticaram a apresentação de um rapper no Festival Glastonbury, que aparentemente sujaria a imagem purista, rock’n’roll e tradicional de um dos maiores eventos musicais do mundo. Claro que ignoraram apresentações de jazz e música eletrônica anteriormente, mas quem se importa??? Fato que o marido da Beyoncé comprou a briga e vêm ‘aloprando’ o hit “Wonderwall” em suas apresentações pelo mundo.

Agora o Liam Gallagher resolveu adicionar novos personagens nas tretas. Numa entrevista para o semanário inglês New Musical Express falaram que os fãs de Radiohead e Coldplay são feios e chatos como os integrantes das bandas. Parecem que não se divertem nunca e ficam lamentando suas vidinhas medíocres. Bom, todo mundo sabe que o Thom York não é flor que se cheire… E o Chris Martin já até praticou pugilismo em uns paparazis por ai… E vale ressaltar que toda essa galera é britânica. Ou seja, logo mais novos capítulos da novela “Lançando um CD do Oasis” \o/

O que vai acontecer, hum???