Vampiros que Brilham e a Música

A  saga Crepúsculo escrita por Stephenie Meyer pode ser uma das piores coisas que surgiram nessa década. Um folclore fraco que distorce todas as mitologias vampirescas que surgiram pela história para agradar mulheres adolescentes com doses cavalares de romance brega, dramalhão e mágica. Adicione um lobisomem sentimental no meio disso e pronto, você tem a fórmula perfeita para vender milhões de livros para pessoas carentes, ser procurada por Hollywood e ganhar uma série de filmes ruins com atores de segunda e efeitos especiais primários que vão gerar mais alguns milhões de dólares, claro.

Entretanto, no meio de todo esse carrossel bizarro, alguns empresários bacanudos de perspicácia aguçada encontraram uma ótima oportunidade de mercado para aquecer o cenário musical: a trilha sonora.

A maior parte dos blockbusters americanos não possuem uma trilha sonora para vendas de grande relevância. Só existe um bom investimento nesse segmento quando as críticas prévias apontam que as bilheterias serão um fracasso, colocando as trilhas como forma de recuperar parte dos investimentos iniciais (caso de filmes como Freddy Vs. Jason, cuja trilha rendeu mais de 30 milhões pelo mundo, enquanto na estréia o filme não arrecadou nem 8 milhões). Mas no caso de Crepúsculo (que lançou seu terceiro filme nos cinemas essa semana, chamado Eclipse) a coisa funciona diferente… A trilha caminha junto com o filme. Desde o primeiro longa há um investimento muito grande e uma seleção rígida de artistas para compôr a trilha. Devido ao sucesso da série, a produtora sequer precisou convidar músicos para participar. Os músicos procuraram (e continuam procurando) a produtora praticamente implorando sua inclusão no disco.

Esse fênomeno cultural desencadeou em uma das trilhas sonoras mais diversificadas e rentáveis da história. Uma mescla de mainstrain e underground que funcionou bem atingindo públicos diferentes, vendendo muito e alcançando o topo das paradas de vendas por muitas semanas consecutivas.

As trilhas vão de Paramore à The Black Ghosts, de Thom York à Death Cab For Cutie. A banda Muse participou das três trilhas (o que levou-os ao topo das paradas americanas e reconhecimento mundial). O compositor Beck se inspirou e criou uma canção para um dos personagens, por livre e expontânea vontade, e convidou a banda Bat For Lashes para produzi-la com ele (música no final do post). E até mesmo algumas participações completamente inusitadas como da banda junkie de garagem Black Rebel Motorcycle Club ou do projeto paralelo e sombrio de Jack White, o The Dead Weather, deixa pessoas como eu  de boca aberta. Não dá para negar que esses discos são golpes de mestre!

Nesse momento, Harry Potter deve estar se contorcendo de raiva por não ter seguido por um caminho semelhante.Moral da história: O filme pode ser ruim, mas a trilha sonora (nesse caso) compensa.

7 Respostas to “Vampiros que Brilham e a Música”

  1. Eu não desvalorizo esse filme.mesmo não gostando mas se tem um publico grande que gosta ,como as adolescentes e algumas senhoras tudo bem.Muita gente ficou irritada por a Stephane Meyer mudar todo conceito de vampiros.

  2. Alguns filmes ficam marcados pela trilha sonora. Quando trilha e filme se completam, maravilha! Mas vê-se muito as músicas serem reconhecidas muito mais do que o filme.
    Como a saga Crepúsculo é dirigida mais para o público adolescente é natural que as canções nele tocadas ganhem repercussão.
    Ouvi as que colocaste aqui e até que gostei da última.

  3. Acho o filme uma MERDA, mas a trilha é boa!
    Eles são fodas assim ainda conseguem mais dinheiro com essa saga de Crepusculo!

  4. eu não li o livro e nem assisti o filme…sinceridade não me interessou…por fim tanto faz se faz ou fez sucesso…

  5. Incrivelmente, há algumas semanas, estava procurando por alguns b-sides do Beck e me deparei com esse som, junto com a Bat For Lashes [outro projeto que sou infinitamente louco!]. Procurei o som e vi que era da OST do Eclipse. Quando vi o set inteiro, fiquei [assim como você] boquiaberto, eheheh. Death Cab For Cutie, BRMC, Muse…

    Mas não é novidade. Já viu a trilha sonora daquele The Vampire Diaries? Também não é muito bom, mas a trilha compensa. Bat for Lashes, MGMT, Placebo, White Lies, Metric, The Gossip, Bravery, Moby, Thievery Corporation, Depeche, Echo and The Bunnymen, The Birthday Massacre entre muitos outros.

    Parece que por lá, pelo menos a trilha é coisa séria.

  6. eu acho a critica taõ arcaica como a mitologia vampira.
    e uma tolice se recusar que a sagra e um suseso e tambem mas real do que a verdadeira historia vampiresca, o filme tras a fiquição mas perto da realidade que vivemos hoje então com todo respeito quem escreveu isso não tem senso de critica por que si tivese repararia que eles são sensível ao sol e bebem sangue tambem a unica coisa fora da verdadeira historia e que não morem com balas de prata nem fogem com dentes de alho que simceramenti nos dias atual seria uma burrice nem poderíamos chamar isso de filme de vampiro e sim de comedia de vampiros por que hoje em dia só um filme de comedia poderia assustar um vampiro com um denti de alho a sagra e inpecaveu o motivo de tanto sucesso

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