Arquivo para indie-rock

#MM: Of Montreal – Coquet Coquette

Posted in #musicmonday, Música, Vídeos with tags , , , , , on agosto 2, 2010 by Jonatas

Empolgante, fofo, inteligente, dançante e esquisito. É assim que soam as canções do coletivo americano de indie-pop Of Montreal, espécie de Slipknot alternativo com uma porrada de integrantes no palco. O som pode não agradar nas primeiras audições, e para os ouvidos menos apurados sempre soará um pouco desagradável. Porém, aqueles que conseguem apreciar todas as experiencias sonoras proporcionadas por esse grupo espetacular, com toda certeza tornar-se-á fã.

Rumando para o seu décimo disco entitulado “False Priest”, a banda é considerada uma das mais competentes e completas da atualidade, apresentando muita maturidade musical e energia. Os shows teatrais, marca registrada da banda, são um espetáculo à parte que dão movimento e vida para cada nota e muita inspiração para o público presente.

A faixa “Coquet Coquette” é o primeiro single desse novo trabalho que deverá ser lançado em setembro, cerca de dois meses antes de trazerem para o Brasil sua aclamada apresentação no festival Planeta Terra. Simples e direta, o single consegue trazer um pouco da frequência frenética do que está por vir.

Vai perder essa truta?

Para conhecer mais do Of Montreal, visite o MySpace da banda e seu site oficial.

Gigantes do Subúrbio

Posted in Música, Novidades, Random with tags , , , , , , , , , , , , , , on julho 28, 2010 by Jonatas

Muitos críticos musicais e culturais dizem que vivenciamos um início de século fraco na música. Chamam nossa geração músical de “vocalizadores do efêmero”, responsáveis por canções notáveis por um curto período de tempo, mas completamente esquecíveis a longo prazo. É claro que existem muitas bandas assim por ai hoje, mas elas sempre existiram e sempre existirão. Precisamos vislumbrar nuances de genialidade em meio ao mar de novidades diárias que nem sempre valem a pena. E eu me arrisco aqui a dizer que os canadenses do Arcade Fire são muito provavelmente tão incríveis e históricamente relevantes quanto Pink Floyd, Smiths ou The Cure já foram. Aliás, tem tudo para ser maiores, melhores e mais notáveis.

Acompanho a banda desde o início, quando lançaram em 2004 seu disco de estréia “Funeral”. Soturnos, melancólicos e tímidos, deixavam claras suas referências pós-punk iluminadas com poesias sensíveis e uma sonoridade pouco madura. Fiquei impressionado com o show enérgico que apresentaram no Tim Festival nessa época, bastante carismático. Eram diferentes e originais, apesar de pouco maduros ainda.

Então veio em 2006 o bombástico álbum “Neon Bible”. Aqui eles migraram da infância para a maturidade em todos os sentidos. Canções simétricamente perfeitas que rodeavam por inúmeros turbilhões emocionais de uma maneira tão tocante que era impossível tirar o disco do repeat. David Bowie citou que esse era um de seus discos preferidos e convidou a banda para abrir seus shows. Faixas como “Keep the Car Running” e “Intervention” foram elevadas pelos blogs ao patamar de clássicos. As indicações ao Grammy vieram e foram todas engolidas friamente. Para os integrantes o sucesso aparentava ser indiferente. E assim, depois de uma longa tournê sumiram para cumprirem seus projetos pessoais.

Para uma banda completamente underground de rock alternativo um hiato de quatro anos poderia favorecer seu esquecimento, mas surpreendentemente quando anunciaram que lançariam esse ano seu terceiro álbum de inéditas todos comentaram. As expectativas sobre o disco começaram a supervaloriza-lo antes mesmo do lançamento. E claro, a mídia tratou a novidade com certo desdém (com excessão de alguns jornalistas que se consideram cults e preferem remar sempre contra a maré). “The Suburbs”, como resolveram chamar o disco, supostamente não poderia superar seu trabalho anterior. “Neon Bible” seria para sempre a obra-prima da banda. Um grande erro pensar assim…

“The Suburbs” é tão avassaladoramente impressionante que calou o mundo. Não consegui ver uma crítica sequer até o momento que conseguisse descrever a sensação passada por essas 16 canções memoráveis. Todos ficaram de boca aberta com a novidade que se firma como um dos melhores discos da década (senão o melhor). Ficaram tão sem jeito com a situação que em algumas publicações chegaram a dizer que o disco é uma espécie melhorada de “Ok Computer”, clássico do Radiohead. Uma idiotice. Não dá para fazer comparações porque não existe uma referência para se comparar.

A faixa título já arrepia na primeira audição. “Ready to Start” abre o coração como se fosse uma pequena caixa de pandora e deixa fluir todos os sentimentos pelo ar. Assim o disco navega por diversas canções melancólicas e memoráveis até chegar em seu ápce com “Wasted Hours” que é quase um lamento choroso e pulsante ao mesmo tempo. E nesse ponto ele vai desacelerando delicadamente. É um disco perigoso de tão bonito! Ele realmente mexe com todos os sentidos e prende nossa atenção. Uma espécie de “O Apanhador do Campo de Centeio” sonoro. Não há um adjetivo sólido suficiente para descreve-lo.

O Arcade Fire conseguiu consolidar-se (pelo menos para mim) como um gigante da nossa geração. E deveriam ser escutados pelo menos uma vez por todos! Brilhantes e humildes até onde constam, merecem um pouco de atenção.

Made in Brazil: Black Drawing Chalks

Posted in Made In Brasil, Música with tags , , , , , , , , , , , , , on julho 26, 2010 by digitalterror

A rock’n’roll band. Music to drink and fuck. Essa é a bio da BDS [Black Drawing Chalks], uma banda de Stoner Rock [um rock com riffs de guitarra graves e lentos com grande influência setentista/psicodélica] de Goiânia!

Victor Rocha e Douglas Castro tiveram a dieia de montar uma banda na faculdade de Design Gráfico. Eles fazem parte do estúdio Bicicleta sem Freio [responsável pela identidade visual de vários shows e festivais de Goiânia] e decidiram chamar Denis de Castro, irmão de Douglas e estudante de arquitetura, para fundar o Black Drawing Chalks. Na época, Victor dividia os acordes e vocais com Marco Bauer. No início de 2007, Marco decide sair da banda e Renato Cunha é convidado a integrar o quarteto. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar”, vem de uma marca alemã de material para desenho Staedtler, influência constante na vida dos garotos.

Em 2007, lançaram o elogiado disco de estréia, “Big Deal”, pela gravadora Monstro Discos. Após o lançamento do álbum, a banda tocou pelo Brasil inteiro. No mesmo ano, abriram para os ídolos americanos do Nashville Pussy, tradição que se tornaria frequente. A banda já fez shows ao lado de nomes como The Datsuns, Motörhead e Eagles Of Death Metal.

Em 2009, com mais maturidade, o grupo lança seu segundo álbum “Life Is a Big Holiday For Us”, também pela Monstro Discos, após uma turnê pelo Canadá, onde a banda se apresentou no festival Canadian Music Week.

Com frequente exposição na mídia, longas turnês e participação nos maiores festivais do Brasil, o grupo conquistou três indicações ao VMB 2009, nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do ano, com o vídeo da música My Favorite Way, feito em uma parceria do coletivo Bicicleta Sem Freio com o estúdio Nitrocorpz, responsável por diversas vinhetas da MTV.

Pra mim, que faço design, o BDC é uma imensa jogada. Os caras sintetisam o design com o lance psicodélico do stoner-rock, com letras lisérgicas e contagiantes! O clipe da “My Favorite Way” mostra bem isso, com forte impacto visual.  Vamos deixar um pouco desse rock’n’roll certinho que escutamos hoje em dia pra viver um pouco do ácido desse estilo de sexo, drogas e tudo mais!

Também vale muito a pena viajar nas ilustrações do Bicicleta sem Freio, altamente viciante…  Então, let’s rock!!
_myspace

Lançamento: Venus Volts Is Dead?

Posted in Made In Brasil, Novidades, Vídeos with tags , , on julho 23, 2010 by Jonatas

Semana passada fiz um post na “coluna” Made In Brazil (leia aqui) sobre a banda Venus Volts, elogiando seu som enérgico, viciante e extremamente empolgante. Apenas um post para divulgar uma banda que merece espaço, que merece ser escutada.

O que eu não esperava é que o vocalista e guitarrista Pellê entrasse em contato comigo em função desse post. Pois bem, foi o que aconteceu! Trocamos algumas mensagens, rolaram agradecimentos mútuos e mais: generosamente a banda convidou esse blog para lançar oficialmente seu primeiro disco “Venus Volts Is Dead?”. E para tanto, disponibilizou gratuitamente o disco COMPLETO para download. Isso aê galera, DOWNLOAD. E totalmente LEGAL. Basta acessar o link abaixo para ouvir em primeira mão o mais que bem-vindo disco de estréia do Venus Volts!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Por essa ninguém mesmo esperava hehehe

Espero que gostem do disco, que passem para seus amigos, pais, irmãos e tias. O Musikaholic deseja muita sorte para todos os integrantes da banda e torce para que repensem seu futuro musical. Afinal, precisamos de bandas boas assim não é mesmo?

Discoteca: Keane – Perfect Symmetry

Posted in Discoteca, Música, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , on julho 21, 2010 by Jonatas

Os ingleses do Keane são mais antigos do que parecem. A banda já existe desde 1995, mas só alcançaram o mainstream em 2004 quando debutaram com o álbum “Hopes and Fears”. A faixa “Somewhere Only We Know” levou-os ao patamar de superestrelas em poucas semanas e fixou-se como grande hit da banda. Na época, não faltaram comparações com outras bandas. A crítica citava-os como cópia de Coldplay, Snow Patrol, Travis ou Starsailor. E realmente soavam bastante parecidos com tais bandas.

Mantiveram a fórmula do sucesso e partiram para um segundo disco sem muito sal nem açucar (“Under the Iron Sea”, 2005″, extremamente similar ao anterior. As comparações continuaram, claro, com o agravante de serem criticados por falta de criatividade. Começaram a chama-los de tediosos e cansativos. Foi ai que vieram os primeiros problemas visíveis de depressão, drogas e alcoolismo do vocalista Tom Chaplin que precisou ser internado em uma clínica de reabilitação (junto com Pete Doherty, já em carreira solo e Amy Winehouse). Tom precisava recomeçar do zero, e a clínica serviu perfeitamente para seu propósito.

Livre da pressão que havia lá fora, Chaplin voltou a compôr na clínica. Teve longas conversas com Doherty e passaram a tocar juntos quando tinham algum tempo livre por lá. Começou a admirar violões e guitarras, resolvendo deixar um pouco de lado o piano para explorar melhor esses instrumentos. Descobriu os sintetizadores e virou grande fã do synth-pop oitentista. Aprendeu a tocar um pouco de saxofone. E finalmente, deu forma ao melhor trabalho de sua carreira até agora.

Recuperado de seu inferno particular, Chaplin voltou ao mundo com um repertório completo de músicas quase acabadas. Essas canções foram a base de “Perfect Symmetry”, álbum lançado no final de 2008 e repaginado pelas mudanças interiores de seu principal compositor. Cada faixa possui uma personalidade diferente, quase como se possuissem vida própria. A faixa “Spiralling”, escolhida como primeiro single, foi executada incansávelmente pelas rádios e chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas. As vendas desandaram e o reconhecimento imediato alcançou lugares que eles nem imaginavam. Argentina, Mexico, Canadá e finalmente a plenitude: 8 semanas consecutivas dentro do Top 10 de discos da Billboard, nos EUA.

De longe, esse é o disco mais interessante da Keane. Carregado de dor e sofrimento, sejam pessoais, sociais ou indefinidos, consegue tocar até mesmo quem não entede o idioma no qual é tocado. Um álbum necessário para fugir do tormento e cotidiano, mas principalmente para refletir. Afinal, todos precisamos de uma pausa para encontrar o melhor de si.

9 Songs

Posted in Aleatórios, Filmes with tags , , , , , , , , , on julho 16, 2010 by digitalterror

Qual a música da sua vida? Certo que cada um tem uma trilha sonora, uma música marcante, que conta um momento ou lembra alguém.
Londres, verão de 2003.  Matt (Kieran O’Brien) climatólogo britânico conhece Lisa (Margo Stilley), uma jovem estudante americana, em meio a um show.  Eles logo se apaixonam, vivendo um intenso relacionamento sexual entremeado por vários shows que acompanham.

O filme do roteirista e diretor Michael Winterbottom, conta uma moderna história de amor cantada por oito bandas com nova músicas expetaculares! Algumas famosas como Franz Ferdinand, Primal Scream, Black Rebel Motorcycle Club, etc..
Altamente recomendado, foi o filme popular mais sexualmente explícito até a atualidade [porque inclui várias cenas de sexo real entre os atores.]

As nove músicas

Black Rebel Motorcycle Club – Whatever Happened To My Rock And Roll
The Von Bondies – C’mon, C’mon
Elbow – Fallen Angel
Primal Scream – Movin’ On Up
Dandy Warhols – You Were The Last High
Super Furry Animals – Slow Life
Franz Ferdinand – Jacqueline
Michael Nyman – Nadia
Black Rebel Motorcycle Club – Love Burns

Nine Songs – IMDb

2010’s: Silversun Pickups

Posted in 2010's, Música, Vídeos with tags , , , , , , , on julho 15, 2010 by Jonatas

Tudo bem, o Silversun Pickups já está na estrada desde 2002, tem dois discos lançados e não deveria estrelar uma “coluna” chamada 2010’s. Aliás, alguumas de suas faixas fazem parte da trilha sonora da série The O.C., o que em teoria torna-os relativamente conhecidos. Todavia, os californianos do SSPU (para os íntimos) estão ganhando bastante destaque agora em 2010 graças os seu completíssimo e delicioso álbum alternativo “Swoon” lançado em abril do ano passado.

Overdubs de guitarras, vocal limpo e aguçado, progressão musical e toneladas de influencias noventistas são a fórmula da perfeição para esse disco que na minha opinião é um dos melhores (senão o melhor) do ano passado. Podemos inclusive discernir quais bandas fazem parte desse mix de influências: um pouco de Smashing Pumpkins, outro tanto de Pixies, algumas pitadas de Sunny Day Real State e vói lá… Encontramos algo equilibradamente magnífico.

Entre notas precisas e melodias de ritmo pegajoso encontramos pérolas como a belíssima “Panic Switch” e a memorável “Substitution”, single trabalhado atualmente na mídia. Essa é uma daquelas bandas que deveriam fazer parte do inconsciente coletivo. Todos deveriam conhecer pelo menos uma música deles. Porque além de valer a pena, faz bem para o coração. São canções reconfortantes (mesmo não tendo letras muito lógicas de vez em quando…).

Poderia apostar no sucesso desses caras, mas infelizmente creio que surgiram na época errada. Dificilmente conseguirão atingir o grande público. Mas existe muito potencial por trás de cada uma de suas notas.

Para conhecer mais, acesse o MySpace da banda ou seu site oficial.

Curiosidade: O ator Joaquin Phoenix é um dos ilustres fãs declarados da banda. Em 2008 não só bancou a produção de um vídeo clipe para o Silversun Pickups sair do lodo underground como também dirigiu-o.

Made In Brazil: Venus Volts

Posted in Made In Brasil, Vídeos with tags , , , , , , , on julho 11, 2010 by Jonatas

Dificilmente consigo gostar de bandas brasileiras que cantam em inglês. Sempre tem aquele sotaque esquisito que deixa a música um pouco brega, meio irritante de se escutar. Existem algumas poucas excessões, claro, e a banda Venus Volts é uma delas. Nascidos em Campinas em meados de 2002, produzem um incrível apegado indie-rock com influencias pós-grunge bastante evidentes. Encabeçados pela linda vocalista Trinity (Amo essa tatuagem que ela tem na garganta, acho realmente incrível! “Sing a Song”), valorizam o vocal feminino com fundos guturais masculinos que dão mais vida às canções. Já participaram da maioria dos grandes festivais independentes nacionais como Grito do Rock e obtiveram algum destaque na MTV quando o single “In Gold We Trust” foi lançado e utilizado na abertura de uma das poucas séries nacionais que o canal produziu, a Descolados. Das bandas nacionais em atividade, acredito que seja uma das mais completas e competentes.

Competencia essa que foi comprovada e aprovada pelo produtor Jimmi Hemphil de Los Angeles. Encantado com o som da banda conseguiu encaixar uma faixa (“Mamma Hates”) na trilha sonora do filme Bad Reputation.

Mas, como tudo o que é bom dura pouco, a Venus Volts anunciou recentemente em seu Fotolog que está se desmanchando. Dia 24 de julho farão sua última apresentação no BDZ (Bar do Zé) em Campinas. No mesmo dia da separação, a banda lança seu primeiro disco entitulado “Venus Volts is Dead!”. É realmente uma pena que algo tão bom tenha que terminar tão cedo, mas considero as dificuldades que as bandas independentes encontram aqui no Brasil e compreendo os motivos. Espero que alcancem sucesso em suas novas empreitadas e que possam aproveitar melhor suas capacidades em outras praias. Boa sorte rapaziada!

Para conhecer mais da banda Venus Volts, acesse seu site oficial ;)

Vampiros que Brilham e a Música

Posted in Cultura Pop, Filmes, Música, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 1, 2010 by Jonatas

A  saga Crepúsculo escrita por Stephenie Meyer pode ser uma das piores coisas que surgiram nessa década. Um folclore fraco que distorce todas as mitologias vampirescas que surgiram pela história para agradar mulheres adolescentes com doses cavalares de romance brega, dramalhão e mágica. Adicione um lobisomem sentimental no meio disso e pronto, você tem a fórmula perfeita para vender milhões de livros para pessoas carentes, ser procurada por Hollywood e ganhar uma série de filmes ruins com atores de segunda e efeitos especiais primários que vão gerar mais alguns milhões de dólares, claro.

Entretanto, no meio de todo esse carrossel bizarro, alguns empresários bacanudos de perspicácia aguçada encontraram uma ótima oportunidade de mercado para aquecer o cenário musical: a trilha sonora.

A maior parte dos blockbusters americanos não possuem uma trilha sonora para vendas de grande relevância. Só existe um bom investimento nesse segmento quando as críticas prévias apontam que as bilheterias serão um fracasso, colocando as trilhas como forma de recuperar parte dos investimentos iniciais (caso de filmes como Freddy Vs. Jason, cuja trilha rendeu mais de 30 milhões pelo mundo, enquanto na estréia o filme não arrecadou nem 8 milhões). Mas no caso de Crepúsculo (que lançou seu terceiro filme nos cinemas essa semana, chamado Eclipse) a coisa funciona diferente… A trilha caminha junto com o filme. Desde o primeiro longa há um investimento muito grande e uma seleção rígida de artistas para compôr a trilha. Devido ao sucesso da série, a produtora sequer precisou convidar músicos para participar. Os músicos procuraram (e continuam procurando) a produtora praticamente implorando sua inclusão no disco.

Esse fênomeno cultural desencadeou em uma das trilhas sonoras mais diversificadas e rentáveis da história. Uma mescla de mainstrain e underground que funcionou bem atingindo públicos diferentes, vendendo muito e alcançando o topo das paradas de vendas por muitas semanas consecutivas.

As trilhas vão de Paramore à The Black Ghosts, de Thom York à Death Cab For Cutie. A banda Muse participou das três trilhas (o que levou-os ao topo das paradas americanas e reconhecimento mundial). O compositor Beck se inspirou e criou uma canção para um dos personagens, por livre e expontânea vontade, e convidou a banda Bat For Lashes para produzi-la com ele (música no final do post). E até mesmo algumas participações completamente inusitadas como da banda junkie de garagem Black Rebel Motorcycle Club ou do projeto paralelo e sombrio de Jack White, o The Dead Weather, deixa pessoas como eu  de boca aberta. Não dá para negar que esses discos são golpes de mestre!

Nesse momento, Harry Potter deve estar se contorcendo de raiva por não ter seguido por um caminho semelhante.Moral da história: O filme pode ser ruim, mas a trilha sonora (nesse caso) compensa.

2010’s: Two Door Cinema Club

Posted in Música, Novidades, Vídeos with tags , , , , , , , , , , on junho 28, 2010 by Jonatas

 

A maior parte dessas bandas novas que ganham enorme destaque na mídia mundial são bastante efêmeras. Duram dois ou três hits de um álbum de estréia interessante, mas somem quando tentam lançar um segundo disco por não atingirem mais aquela espectativa ou maturidade musical esperados. Foi assim com os brasileiros do CSS (Cansei de Ser Sexy) e muitas das bandas denominadas new-rave, como Klaxons e Late Of the Pier. E no meu ponto de vista, com o Two Door Cinema Club não será diferente. Posso estar enganado, mas arrisco que essa pode ser mais uma dessas bandas de um disco só.

O disco de estréia “Tourist History” é bem legal. Tem algumas músicas memoráveis, ótimas para pistas de dança e para momentos felizes. Mostram que o trio formado em 2007 na Irlanda do Norte tem energia para gastar e muita criatividade. Mas não concretiza o futuro da banda como grande promessa. É apenas uma banda legal para momentos legais que aparentemente cairá no esquecimento em quatro ou cinco anos, mas que vale a pena ser escutada pela força de vontade e originalidade em algumas faixas.

Para escutar mais faixas da banda, visite o MySpace e o Site Oficial.