Lamb Of God

Posted in 2010's, Música, Novidades, Shows on agosto 10, 2010 by Feffa

2010 prometeu ser o ano metal no Brasil, e assim vem se cumprindo tal profecia. Após passagens de bandas como Lacuna Coil e Job For A Cowboy, ambas produções da Liberation Music Company – que particularmente dizendo prometeu e cumpriu este ano – o próximo “soco na cara “ será dia 26 de Setembro no Espaço Lux, dia em que o Lamb Of God desembarca por aqui.

A banda americana auto denominada “metal americano puro” que foi formada em 1991 e já participou de grandes turnês como o Ozzyfest, promete um show de peso, religião, política, miséria e sarcasmo, já que segundo Randy Blythe (vocal), o nome Lamb Of God (Ovelha de Deus) não passa disso, puro sarcasmo.

Para nós fãs da banda, o que nos resta é aguardar ansiosamente e ver o resultado de mais um show de peso que a Liberation nos concedeu a graça. E se você gosta de metal e nunca teve oportunidade de ouvir, fica aí uma ótima dica para sua Playlist.

Escape The Fate no Brasil

Posted in 2010's, Música, Shows, Volta ao Mundo em 180 Bandas on agosto 9, 2010 by Feffa

Dia 24/07, 17 horas, uma fila gigantesca, meninos e meninas enlouquecidos, alguns bebados e outros ansiosos numa tarde de sabado: essa era a porta do Carioca Club, onde a banda Norte Americana Escape The Fate se apresentaria.

Os garotos que prometiam levar o lema “sexo, drogas e rock’n’roll” para o Brasil, assim como ja aparentava no clipe da musica “10 Miles Wide“, entraram no palco as 19 horas assim como prometido. Antes, veio o Bravera, com todo o peso do metalcore, mostrando que a cena brasileira tem salvação. Ao som de gritos alucinados e coros intermitentes, toca a sirene no Carioca Club: era o vocalista Craig Mabbitt chegando no palco. Além dos berros, suspiros, gestos obscenos e alguns problemas com o zíper do próprio vocalista, a banda apresentou alguns dos sucessos atuais como “The Flood” e “This War is Ours” onde a platéia fez um wall of death sincronizado, e o sucesso tão aclamado “Situations” que era executado pelo antigo vocalista Ronnie Radke, que se encontra preso.

A banda, que não decepcionou nenhum pouco os fãs, ainda não tem data prevista de lançamento para o próximo álbum, mas o tão hiperativo Craig Mabbitt, declarou que o mesmo estará “muito mais fodido que o This War is Ours” e que as gravações ja irão se iniciar após a turnê. A banda afirmou também, que há possiblidades de uma volta ao país, após o lançamento do próximo álbum.
A banda se apresentou também na cidade de Curitiba, no domingo, e então seguiram em turnê para a Argentina.

#MM: Of Montreal – Coquet Coquette

Posted in #musicmonday, Música, Vídeos with tags , , , , , on agosto 2, 2010 by Jonatas

Empolgante, fofo, inteligente, dançante e esquisito. É assim que soam as canções do coletivo americano de indie-pop Of Montreal, espécie de Slipknot alternativo com uma porrada de integrantes no palco. O som pode não agradar nas primeiras audições, e para os ouvidos menos apurados sempre soará um pouco desagradável. Porém, aqueles que conseguem apreciar todas as experiencias sonoras proporcionadas por esse grupo espetacular, com toda certeza tornar-se-á fã.

Rumando para o seu décimo disco entitulado “False Priest”, a banda é considerada uma das mais competentes e completas da atualidade, apresentando muita maturidade musical e energia. Os shows teatrais, marca registrada da banda, são um espetáculo à parte que dão movimento e vida para cada nota e muita inspiração para o público presente.

A faixa “Coquet Coquette” é o primeiro single desse novo trabalho que deverá ser lançado em setembro, cerca de dois meses antes de trazerem para o Brasil sua aclamada apresentação no festival Planeta Terra. Simples e direta, o single consegue trazer um pouco da frequência frenética do que está por vir.

Vai perder essa truta?

Para conhecer mais do Of Montreal, visite o MySpace da banda e seu site oficial.

I’m Your Zero

Posted in Música, Shows, Vídeos with tags , , , , , on julho 30, 2010 by Jonatas

A semana foi realmente intensa, com muitas confirmações de shows nos grandes festivais e algumas ainda não-completamente-confirmações que estão causando certo alvoroço na internet. Dentre elas, a apresentação dos Smashing Pumpkins no festival Planeta Terra em novembro está mais que acertada. Essa será a terceira apresentação da banda no Brasil para promover o disco-que-não-é-disco “Teargarde By Kaleidyscope” (cujas canções estão sendo lançadas aos pouquinhos somente na internet).

Quer dizer, é a terceira vinda de Billy Corgan ao Brasil, afinal os Smashing Pumpkins de hoje não são nem mesmo a sombra do que um dia foram. Único integrante original, o calvo vocalista já um pouco velho e cansado trará sua banda teenager (isso mesmo, os integrantes são praticamente adolescentes) para tentar promover um momento clássico na memória dos tupiniquins presentes no evento. A performance viajará por faixas históricas como “Tonight, Tonight”, “Zero”, “Bullets and Butterfly Wings” e “Ava Adore”, que levarão a platéia às alturas, isso é um fato. Corgan não abre mão de suas canções mais famosas nas tournês da banda, uma espécie de paranóia por nunca ter superado o Nirvana.

Entretanto, não podemos esperar algo muito… interessante. Recentemente a revista Rolling Stone publicou uma matéria com Corgan que evidencia sua depressão. Sua vida, conturbada desde a infância, contribuiu para que alguns traços de insanidade e auto-depreciação integrassem sua personalidade e interferissem um pouco na sua genialidade. Corgan já é um velho não realizado.

Se checarmos alguns vídeos da recente tournê conseguimos ver um pouco disso: cansado, dizendo frases sem sentido para o público, sem muita energia nem envolvimento, um tio perdido no meio da mulecada. Parece que não existe mais um foco e que o que acontece ali é puramente maquinal. Poderá ser um show cansativo, mas ao mesmo tempo é indispensável por tudo aquilo que os Pumpkins já representaram.

Até lá, o negócio é ver um dos clipes mais legais deles, da faixa “Thirty-Three”, espécie de lado b melancólico da melhor fase da banda!

Punk Cigano

Posted in Música, Vídeos with tags , , , , , on julho 29, 2010 by Jonatas

“Os roma roubam crianças”. Típica fala de pessoas mais antigas que propagavam uma imagem negativa do povo cigano. Um povo nômade, relativamente fechado, com visual espalhafatoso e que coloca sua comunidade acima de tudo, até mesmo praticando atos ilícitos para sua sobrevivência. Piratas, charlatões, caloteiros e mal-encarados. Se tudo isso é verdade, eu particularmente não sei. Mas definitivamente essa não é a imagem passada pelos integrantes do Gogol Bordello, grupo atípico de gypsy-punk e uma das bandas mais animadas e criativas em atividade hoje.

Utilizando a cultura de seu povo como base, e mesclando-a com ritmos do leste europeu, músicas folclóricas eslavas e punk-rock, produzem hinos multiétnicos que cheiram a rum e cigarros de palha. Suas performances altamente teatrais promovem uma imagem festeira, enérgica e boêmia elevando o ânimo de qualquer pessoa que se aventura pelas canções com um pouco de atenção.

Há dois anos o vocalista e comandante da trupe Eugene Hütz migrou para o Brasil após apresentar-se no TIM Festival. Apaixonado pelo público, pelo cheio do país e pelo sol, resolveu viver por aqui para juntar algumas experiências diferentes e se divertir um pouco. O fruto dessa mudança de ares é “Trans-Continental Hustle”, quinto disco da banda lançado essa semana. O álbum foi disponibilizado na íntegra no MySpace Oficial do Gogol Bordello. O primeiro single “Pala Tute” ganhou um clipe bastante colorido (no bom sentido, não no sentido Restart) que já está circulando pela rede (clique aqui para assistir). Na falta do embed, a gente fica com outro vídeo, né? :P

Se você ainda não conhece bem o trabalho dos caras, vale a pena pesquisar. Diversão garantida!

Gigantes do Subúrbio

Posted in Música, Novidades, Random with tags , , , , , , , , , , , , , , on julho 28, 2010 by Jonatas

Muitos críticos musicais e culturais dizem que vivenciamos um início de século fraco na música. Chamam nossa geração músical de “vocalizadores do efêmero”, responsáveis por canções notáveis por um curto período de tempo, mas completamente esquecíveis a longo prazo. É claro que existem muitas bandas assim por ai hoje, mas elas sempre existiram e sempre existirão. Precisamos vislumbrar nuances de genialidade em meio ao mar de novidades diárias que nem sempre valem a pena. E eu me arrisco aqui a dizer que os canadenses do Arcade Fire são muito provavelmente tão incríveis e históricamente relevantes quanto Pink Floyd, Smiths ou The Cure já foram. Aliás, tem tudo para ser maiores, melhores e mais notáveis.

Acompanho a banda desde o início, quando lançaram em 2004 seu disco de estréia “Funeral”. Soturnos, melancólicos e tímidos, deixavam claras suas referências pós-punk iluminadas com poesias sensíveis e uma sonoridade pouco madura. Fiquei impressionado com o show enérgico que apresentaram no Tim Festival nessa época, bastante carismático. Eram diferentes e originais, apesar de pouco maduros ainda.

Então veio em 2006 o bombástico álbum “Neon Bible”. Aqui eles migraram da infância para a maturidade em todos os sentidos. Canções simétricamente perfeitas que rodeavam por inúmeros turbilhões emocionais de uma maneira tão tocante que era impossível tirar o disco do repeat. David Bowie citou que esse era um de seus discos preferidos e convidou a banda para abrir seus shows. Faixas como “Keep the Car Running” e “Intervention” foram elevadas pelos blogs ao patamar de clássicos. As indicações ao Grammy vieram e foram todas engolidas friamente. Para os integrantes o sucesso aparentava ser indiferente. E assim, depois de uma longa tournê sumiram para cumprirem seus projetos pessoais.

Para uma banda completamente underground de rock alternativo um hiato de quatro anos poderia favorecer seu esquecimento, mas surpreendentemente quando anunciaram que lançariam esse ano seu terceiro álbum de inéditas todos comentaram. As expectativas sobre o disco começaram a supervaloriza-lo antes mesmo do lançamento. E claro, a mídia tratou a novidade com certo desdém (com excessão de alguns jornalistas que se consideram cults e preferem remar sempre contra a maré). “The Suburbs”, como resolveram chamar o disco, supostamente não poderia superar seu trabalho anterior. “Neon Bible” seria para sempre a obra-prima da banda. Um grande erro pensar assim…

“The Suburbs” é tão avassaladoramente impressionante que calou o mundo. Não consegui ver uma crítica sequer até o momento que conseguisse descrever a sensação passada por essas 16 canções memoráveis. Todos ficaram de boca aberta com a novidade que se firma como um dos melhores discos da década (senão o melhor). Ficaram tão sem jeito com a situação que em algumas publicações chegaram a dizer que o disco é uma espécie melhorada de “Ok Computer”, clássico do Radiohead. Uma idiotice. Não dá para fazer comparações porque não existe uma referência para se comparar.

A faixa título já arrepia na primeira audição. “Ready to Start” abre o coração como se fosse uma pequena caixa de pandora e deixa fluir todos os sentimentos pelo ar. Assim o disco navega por diversas canções melancólicas e memoráveis até chegar em seu ápce com “Wasted Hours” que é quase um lamento choroso e pulsante ao mesmo tempo. E nesse ponto ele vai desacelerando delicadamente. É um disco perigoso de tão bonito! Ele realmente mexe com todos os sentidos e prende nossa atenção. Uma espécie de “O Apanhador do Campo de Centeio” sonoro. Não há um adjetivo sólido suficiente para descreve-lo.

O Arcade Fire conseguiu consolidar-se (pelo menos para mim) como um gigante da nossa geração. E deveriam ser escutados pelo menos uma vez por todos! Brilhantes e humildes até onde constam, merecem um pouco de atenção.

Made in Brazil: Black Drawing Chalks

Posted in Made In Brasil, Música with tags , , , , , , , , , , , , , on julho 26, 2010 by digitalterror

A rock’n’roll band. Music to drink and fuck. Essa é a bio da BDS [Black Drawing Chalks], uma banda de Stoner Rock [um rock com riffs de guitarra graves e lentos com grande influência setentista/psicodélica] de Goiânia!

Victor Rocha e Douglas Castro tiveram a dieia de montar uma banda na faculdade de Design Gráfico. Eles fazem parte do estúdio Bicicleta sem Freio [responsável pela identidade visual de vários shows e festivais de Goiânia] e decidiram chamar Denis de Castro, irmão de Douglas e estudante de arquitetura, para fundar o Black Drawing Chalks. Na época, Victor dividia os acordes e vocais com Marco Bauer. No início de 2007, Marco decide sair da banda e Renato Cunha é convidado a integrar o quarteto. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar”, vem de uma marca alemã de material para desenho Staedtler, influência constante na vida dos garotos.

Em 2007, lançaram o elogiado disco de estréia, “Big Deal”, pela gravadora Monstro Discos. Após o lançamento do álbum, a banda tocou pelo Brasil inteiro. No mesmo ano, abriram para os ídolos americanos do Nashville Pussy, tradição que se tornaria frequente. A banda já fez shows ao lado de nomes como The Datsuns, Motörhead e Eagles Of Death Metal.

Em 2009, com mais maturidade, o grupo lança seu segundo álbum “Life Is a Big Holiday For Us”, também pela Monstro Discos, após uma turnê pelo Canadá, onde a banda se apresentou no festival Canadian Music Week.

Com frequente exposição na mídia, longas turnês e participação nos maiores festivais do Brasil, o grupo conquistou três indicações ao VMB 2009, nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do ano, com o vídeo da música My Favorite Way, feito em uma parceria do coletivo Bicicleta Sem Freio com o estúdio Nitrocorpz, responsável por diversas vinhetas da MTV.

Pra mim, que faço design, o BDC é uma imensa jogada. Os caras sintetisam o design com o lance psicodélico do stoner-rock, com letras lisérgicas e contagiantes! O clipe da “My Favorite Way” mostra bem isso, com forte impacto visual.  Vamos deixar um pouco desse rock’n’roll certinho que escutamos hoje em dia pra viver um pouco do ácido desse estilo de sexo, drogas e tudo mais!

Também vale muito a pena viajar nas ilustrações do Bicicleta sem Freio, altamente viciante…  Então, let’s rock!!
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