Arquivo de Hip-Hop

#MM: Cypress Hill feat. Tom Morello – Rise Up

Posted in #musicmonday, Vídeos with tags , , , , , , , , , on julho 19, 2010 by Jonatas

Impossível não se deliciar com uma música do Cypress Hill. Desde o começo da década de 90 produzem o melhor do hip-hop, cheios de influencias latinas, rock, eletrônica e até mesmo reaggea. São dos poucos músicos que se encontram num patamar intocável e que dificilmente lançam um trabalho chato ou cansativo.

Trilhando pela sonoridade do Rage Against the Machine, banda matriz do guitarrista Tom Morello convidado especialmente para essa faixa, o Cypress Hill mostra que mesmo com 20 anos de estrada ainda podem se reciclar. Sem abusar do gansta-rap fazem uma canção cheia de consciencia com um bom refrão marcante. As linhas de baixo acentuam a sagacidade empírica da faixa e impulsionam texturas dançantes que empolgam já na primeira audição. Uma canção que ficaria perfeita na voz de Zack De La Rocha e levantaria as multidões que o acompanham nos shows, mas que ao mesmo tempo mantém a identidade musical do Cypress Hill.

Uma ótima faixa para fãs de rock e pessoas que se interessam pelo bom hip-hop.

Máquina de Matar

Posted in Música, Novidades with tags , , , , , , , , , , , , , on julho 13, 2010 by Jonatas

O cantor, ator, compositor, produtor, DJ e multi-instrumentista Tricky anunciou ontem que tem um disco preparado e pronto para ser lançado, chamado “Mixed Race”. Ícone do trip-hop e uma das personalidades mais completas do meio musical, Tricky é bastante conhecido por seus primeiros trabalhos com a banda Massive Attack, que foram lançados no início da década de 90. Já em sua empreitada solo, com canções sombrias e extremamente perturbadoras, cheias de texturas que mesclam rock, hip-hop e pop-art e um vocal lírico potente marcado pelo cigarro, fez história com seu álbum de estréia (“Maxinquaye”, de 1996), considerado o melhor disco daquele ano.

Desde então, Tricky nunca ficou parado. E também não alcançou grande sucesso. Camuflado por outros projetos, e sua personalidade forte e difícil, foi abafado pelas mídias ganhando status de celebridade cult. Seus maiores feitos foram as mixagens de trilhas sonoras de filmes como “O Corvo: A Salvação” (de 2000) e “A Rainha dos Condenados” (de 2002), além da atuação no filme “O Quinto Elemento” (de 1997) como um dos abestalhados aliens Zorg.

Segundo o cara, seu novo disco trás influencias de dub, reaggea e break-beat, podendo soar diferente de seus trabalhos anteriores. O primeiro single, “Murder Weapon” já está disponível:

“Mixed Race” trará participações especiais de Bobby Gillespie do Primal Scream e de Marlon Thaws, irmão mais novo de Tricky. O lançamento está previsto para setembro desse ano.

00’s: Matisyahu

Posted in Cultura Pop, Música with tags , , on setembro 1, 2008 by Jonatas

Matthew, mais conhecido pelo codinome Matisyahu é um americano de 29 anos, judeu e compositor das mais belas canções reaggea e hip-hop que eu já ouvi. Claro que não dá para comparar com um mito como Bob Marley, mas com certeza esse é um dos caras que mais chegou perto de compôr coisas tão belas dentro do gênero.

Por muito tempo Matthew foi viciado em drogas, até que um belo dia, no Colorado, teve uma visão. Era G-d (Deus). Não sabia se aquilo era fruto de mais uma “viagem” ou se era real, mas de fato o acontecimento abalou suas estruturas. Largou as drogas, foi para Israel. Voltou extremamente influenciado por sua religião e cheio de pensamentos sobre como a vida poderia ser melhor. Também carregava sobre seus ombros o peso do mundo, das guerras, da fome, das drogas… Então decidiu descarregar todo esse peso em música.

Sempre fora muito fã de reaggea e hip-hop. E bom, deu no que deu: algo fantástico, extremamente original, de uma interpretação edificante, repleto de fé e espiritualidade. Ótimas mensagens que levam à ótimas reflexões.

E ainda dizem que vivemos em uma década musicalmente sem criatividade…..

00’s: M.I.A

Posted in Cultura Pop, Música with tags , , , , , , , on agosto 29, 2008 by Jonatas

M.I.A foi a grande responsável por colocar o Sri Lanka no mapa mundial. Vinda de um lugar pobre, cheio de corrupção, guerra civil e preconceito, tinha muito para falar ao mundo. Bastou conhecer o DJ Diplo que se tornou seu namorado, ter algum acesso à música mundial e pronto, tinha em mãos um coquetel de sonoridades atípicas. Em 2005, o mundo dançou M.I.A. O hit “Bucky Done Gun” ganhou o público com uma mistura de ragga jamaicano, rap, funk-carioca (isso MESMO), electro e fortes composições carregadas de política, mortes, guerras e claro, amor. No mínimo muito exótico.

E ai veio esse novo disco, o Kala. E dentro dele veio a polêmica canção “Paper Planes”. Polêmica por causa do refrão, que mistura vozes de crianças, tiros e o barulho típico de dinheiro (aquele das caixas registradoras saca?). E a letra é mais ou menos assim: ” All I wanna do is (BANG BANG BANG BANG!), And (KKKAAAA CHING!), And take your money”.

Ok, foi o suficiente para os países de ‘primeiro mundo’ desconfiarem que ela apoia o terrorismo. E também o suficiente para cancelarem os shows dela pela Inglaterra e ainda a proibir de entrar no país. Hoje a cantora disse à Entertainment Weekly que não se importa, afinal pretende rumar para o cinema e abandonar a música. Uma pena, acho ela bastante talentosa…
Confere o clipe da música polêmica ai ;)

00’s: Just Jack

Posted in Música with tags , , , on agosto 23, 2008 by Jonatas

Ultimamente tenho descoberto muita coisa nova boa. Chega de resmungar que não se fazem mais músicas como antigamente… É claro que não! Fazem coisas melhores, bem acabadas, cheia de inovações e experimentações, misturas músicais ecléticas, que podem não soar bem para os puristas, mas são melhores do que muita coisa antiga.

Dentre minhas descobertas tá esse cara ai, o Jack. Admirava os breakers, e queria saber dançar daquela maneira, mas o máximo que conseguiu foi virar DJ aos 15 anos. Começou a mexer com produções musicais depois que se formou na universidade e hoje faz um som que mistura break-beat, hip-hop, electro e house que muitos artistas tentam copiar mas não conseguem. Não dá pra ficar parado ao ouvir o som do cara. Nem a Kylie Minogue aguentou, e pediu para fazer uma parceria.

Um grande exemplo de que nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Dá uma conferida:

Mais músicas no MySpace ;)

Dica Brasuca: Curumim & the Aipins

Posted in Música with tags , , , , , , on agosto 17, 2008 by Jonatas

Curumim é um multiinstrumentista paulistano. Os Aipins são uma banda eclética que pirou na mistureba de Curumim. Daí sairam canções que misturam rap, reaggea, samba, rock, baião, dub, jazz e dance. Achou estranho??? É porque você ainda não escutou o som dos caras…

Nunca vi nada tão eclético e ao mesmo tempo tão sensato quanto o som do Curumim & the Aipins. A combinação musical num primeiro momento parece não agradar (Baião com DANCE??? QUE PORRA É ESSA???), mas fica tudo tão… Meticulosamente combinando, que essa sensação vai pro beleléu em minutos.

Prova disso é a repercursão que a banda tem conseguido. Aqui no circuito brasileiro underground eles são hit! Quase todo mundo conhece. Na mídia não porque já sabe né??? Ainda temos pessoas que pensam devagar no comando dela… E lá fora? Lá fora todo mundo adora. Até a Natalie Portman paga um pau pro som dos caras, e um grupo californiano de rap chamado Blackalicious apadrinhou o conjunto para abrir sua tournê mundial.

Quer conhecer??? Só entrar no MySpace e brisar ;)

Kanye West no Tim Festival

Posted in Música with tags , , on julho 29, 2008 by Jonatas

Confirmada mais uma atração de “peso” para o Tim Festival (Esse blog deveria ganhar uma grana das telefonias…) deste ano. Kanye West, rapper americano e produtor musical fará apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro no final de outubro. Não que ele seja grande coisa, mas o seu cachê é com certeza o maior do ano. Esse é o 11º artista confirmado pelo evento, que também trará o compositor inglês Paul Weller, a banda de rock-teatral-cigano Gogol Bordello, a novata The National, a não tão boa mas agradável MGMT, o new-rave agressivo dos Klaxons e a simpatia da banda The Gossip.

Na opinião desse que vos escreve, esse festival será meia boca. Artistas novatos, com um ou dois discos lançados, e pouca divulgação no Brasil. Conheço todas as bandas por ser um pesquisador e fissurado em música e elas até me agradam, mas não ponho muita fé na repercursão do festival. Porém, a organização do mesmo promete não cometer os mesmos erros do ano passado e apresentar um festival melhor (Não que isso seja muito dificil, porque ano passado foi péssimo. Perdi Arctic Monkeys e The Killers em função dos atrasos abusivos… Qualquer melhora já elevará o Tim Festival a outro patamar.)

O negócio é esperar para ver!