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2010’s: Japandroids

Posted in Música, Novidades with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 8, 2010 by Jonatas

Para começar, o nome dessa banda é genial: Japandroids. Não consigo imaginar um nome mais nerd para uma banda formada por… nerds. O Japandroids é um duo canadense de garagem formado por Brian King (físico) e David Prowse (antropólogo). E só. São apenas os dois, com uma guitarra e uma bateria no melhor estilo White Stripes de existir. A grande diferença está nas influencias sonoras. Jack White é profundamente ligado ao rock clássico, blues e guitarras virtuosas. Já esses caras são sujos e crus, e preferem aquela barulheira da guitarra bruta sem muito trabalho para tocar, mas com muita espontaneidade. Ficam claras as influências de stoner-rock, garage-rock e até mesmo hard-rock em suas faixas.

Desde 2006 na estrada, só agora com o relançamento do EP “No Singles” ganharam algum destaque graças às maravilhas que a internet pode prover. Encabeçaram os artistas mais bloggados por semanas consecutivas no The Hype Machine, espécie de site que serve de termômetro para o que há de novo e bom por ai. Foi o suficiente para ganharem espaço em muitos festivais pela Europa e EUA. Seu disco de estréia, “Post-Nothing” lançado em 2009, foi citado como “melhor redescoberta em 2010” pelo semanário britânico NME.

Particularmente, não vejo nada de inovador, nem promissor no som deles. O som lembra muito Death From Above 1979, que era uma ótima banda (aliás, uma das minhas preferidas) e A Place To Bury Strangers. Existe alguma semelhança também com alternativo-experimental que pegou no final dos anos 80, como Jesus and Mary Chain e Sonic Youth. Mas é um som que diverte muito! Pelo que comentam, a presença de palco dos caras deve ser muito boa! E é disso o que precisamos não é mesmo? Boas energias.

Fato rápido: O nome Japandroids é uma homenagem a duas bandas que influenciaram Prowse e King. São elas Japan Scream e Pleasure Droids, respectivamente.

Vampiros que Brilham e a Música

Posted in Cultura Pop, Filmes, Música, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on julho 1, 2010 by Jonatas

A  saga Crepúsculo escrita por Stephenie Meyer pode ser uma das piores coisas que surgiram nessa década. Um folclore fraco que distorce todas as mitologias vampirescas que surgiram pela história para agradar mulheres adolescentes com doses cavalares de romance brega, dramalhão e mágica. Adicione um lobisomem sentimental no meio disso e pronto, você tem a fórmula perfeita para vender milhões de livros para pessoas carentes, ser procurada por Hollywood e ganhar uma série de filmes ruins com atores de segunda e efeitos especiais primários que vão gerar mais alguns milhões de dólares, claro.

Entretanto, no meio de todo esse carrossel bizarro, alguns empresários bacanudos de perspicácia aguçada encontraram uma ótima oportunidade de mercado para aquecer o cenário musical: a trilha sonora.

A maior parte dos blockbusters americanos não possuem uma trilha sonora para vendas de grande relevância. Só existe um bom investimento nesse segmento quando as críticas prévias apontam que as bilheterias serão um fracasso, colocando as trilhas como forma de recuperar parte dos investimentos iniciais (caso de filmes como Freddy Vs. Jason, cuja trilha rendeu mais de 30 milhões pelo mundo, enquanto na estréia o filme não arrecadou nem 8 milhões). Mas no caso de Crepúsculo (que lançou seu terceiro filme nos cinemas essa semana, chamado Eclipse) a coisa funciona diferente… A trilha caminha junto com o filme. Desde o primeiro longa há um investimento muito grande e uma seleção rígida de artistas para compôr a trilha. Devido ao sucesso da série, a produtora sequer precisou convidar músicos para participar. Os músicos procuraram (e continuam procurando) a produtora praticamente implorando sua inclusão no disco.

Esse fênomeno cultural desencadeou em uma das trilhas sonoras mais diversificadas e rentáveis da história. Uma mescla de mainstrain e underground que funcionou bem atingindo públicos diferentes, vendendo muito e alcançando o topo das paradas de vendas por muitas semanas consecutivas.

As trilhas vão de Paramore à The Black Ghosts, de Thom York à Death Cab For Cutie. A banda Muse participou das três trilhas (o que levou-os ao topo das paradas americanas e reconhecimento mundial). O compositor Beck se inspirou e criou uma canção para um dos personagens, por livre e expontânea vontade, e convidou a banda Bat For Lashes para produzi-la com ele (música no final do post). E até mesmo algumas participações completamente inusitadas como da banda junkie de garagem Black Rebel Motorcycle Club ou do projeto paralelo e sombrio de Jack White, o The Dead Weather, deixa pessoas como eu  de boca aberta. Não dá para negar que esses discos são golpes de mestre!

Nesse momento, Harry Potter deve estar se contorcendo de raiva por não ter seguido por um caminho semelhante.Moral da história: O filme pode ser ruim, mas a trilha sonora (nesse caso) compensa.