CDs

Fugiya & Miyagi – Lightbulbs

7,9

Eles não são uma dupla, são um quarteto. E não são japoneses, são ingleses. Um nome diferente e inusitado para uma banda cujo som é irreverente e simplista. Uma das principais bandas da chamada geração indie-dance, lançam seu terceiro disco mais dançante que os anteriores, mas com um ar de continuação. Com composições aleatórias e sequências sonoras cheias de onomatopéias divagam por faixas hipnóticas que não saem da cabeça. Faixas como  “Knickerbox” que abre o disco, “Pussyfooting” e “Pterodactyls” são perfeitas para as pistas de dança. Um disco para ficar de bom humor e ouvir do começo ao fim.

Kings Of Leon – Only By the Night

8,3

Quarto disco da banda, “Only By the Night” mostra uma aparente evolução do jovem grupo.  O disco não era tão esperado e também foi pouco comentado pela crítica, mas seus dois primeiros singles causaram um certo alarde. “Crawl” lenta, com um vocal mais pop, é de conquistar qualquer um em sua primeira audição. “Sex On Fire” um pouco mais bombástica e sexy, definitivamente ganhou o público e a atenção da crítica. No decorrer das demais faixas percebemos porque o Kings Of Leon ganhou um status de grande banda. São canções para grandes shows em grandes arenas, que agitam a galera e fazem história! Vale a pena conferir.

Peter Bjorn and John – Seaside Rock

6,2

O trio suéco formado literalmente por Peter, Bjorn and John, estourou para o mundo em 2006 com seu single de sucesso inexperado “Young Folks”. Aliás, único single da banda que pegou. Agora, em 2008, resolveram lançar um disco inteiro instrumental, totalmente experimental e pretencioso, com uma ótima produção. O fato é que o disco apesar de ser sonoramente pop, não vai pegar. O grande público não está acostumado com discos inteiramente experimentais, e a falta de letras nas músicas tornam o álbum enjoativo. Claro que as faixas são de uma beleza exemplar: “Inland Empire” é uma das melhores faixas de abertura desse ano; “Say Something (Mukiya)” seria um single perfeito; “School Of Kraut” realmente é uma escola desse gênero progressivo/industrial tão diferente e alemão que influenciou tantas bandas nos anos 70. Mas faltou algo. E esse algo são claramente as letras.

The Ting Tings – We Started Nothing

6,8

Primeiro album da dupla de Salford, trás apenas 10 faixas e uma sonoridade diferente e interessante. Começa com a boa faixa “Great DJ”, calma e simples, que vai ganhando forma e uma levada mais dançante que contagia segundo por segundo. Depois, a bombástica “That’s Not My Name”, com seu refrão grudento mostra ao público porque a dupla tem feito tanto sucesso. Progressiva e bem ritmada, é uma canção equilibrada, gostosa de ouvir e pouco enjoativa. Na sequência, as últimas faixas realmente boas do disco “Fruit Machine” e “Shut Up and Let Me Go” evidenciam as influências e fazer uma retomada sonora inspirada em hits oitentistas. Dai pra frente o disco deixa um pouco a desejar, mas continua sendo uma ótima pedida para pistas de dança. No geral, a banda carrega seus estigmas de projetos anteriores como o grupo TKO, do qual a vocalista fez parte e não renova tanto quanto a crítica aclama.

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