Arquivo para julho, 2010

Dave Grohl seu SPOILER!

Posted in Música, Novidades, Vídeos with tags , , , , , , , on julho 22, 2010 by Jonatas

Redes sociais são realmente incríveis. Até mesmo as inalcançáveis celebridades gostam de brincar no Twitter, no Facebook, no Tumblr. Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana, atual baterista do Them Crooked Vultures e vocalista em férias do Foo Fighters, não conseguiu se segurar e contou pra galera no microblogging Twitter que está no estúdio produzindo demos para o sétimo disco desta última banda citada. Junto ao comentário, diversas fotos aleatórias foram postadas mostrando cabos, pedaleiras, capas de DVDs e outras banalidades contidas em um local de trabalho musical.

Quando o disco sairá? Qual o nome do disco? Quando teremos maiores novidades? Quantas faixas serão? Vão rolar mais previews na internet? Será que eles vão disponibilizar trechos das demos? Nenhuma dessas perguntas tem resposta. Mas é realmente interessante saber que os Foo Fighters estão produzindo novas canções, principalmente após comentários de que a banda terminaria “à francesa” para que seus integrantes pudessem trabalhar em projetos paralelos.

Ainda existem boatos de que Rick Rubin, produtor do clássico disco “Blood Sugar Sex Magic” (dos Red Hot Chilli Peppers, lançado em 1991. Leia mais aqui) está trabalhando nesse novo disco. Se for realmente verdade, podemos esperar ai um ótimo álbum!

Até lá, vamos lembrar do que é bom não é mesmo? “My Hero”, uma das melhores faixas da década de 90:

Discoteca: Keane – Perfect Symmetry

Posted in Discoteca, Música, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , on julho 21, 2010 by Jonatas

Os ingleses do Keane são mais antigos do que parecem. A banda já existe desde 1995, mas só alcançaram o mainstream em 2004 quando debutaram com o álbum “Hopes and Fears”. A faixa “Somewhere Only We Know” levou-os ao patamar de superestrelas em poucas semanas e fixou-se como grande hit da banda. Na época, não faltaram comparações com outras bandas. A crítica citava-os como cópia de Coldplay, Snow Patrol, Travis ou Starsailor. E realmente soavam bastante parecidos com tais bandas.

Mantiveram a fórmula do sucesso e partiram para um segundo disco sem muito sal nem açucar (“Under the Iron Sea”, 2005″, extremamente similar ao anterior. As comparações continuaram, claro, com o agravante de serem criticados por falta de criatividade. Começaram a chama-los de tediosos e cansativos. Foi ai que vieram os primeiros problemas visíveis de depressão, drogas e alcoolismo do vocalista Tom Chaplin que precisou ser internado em uma clínica de reabilitação (junto com Pete Doherty, já em carreira solo e Amy Winehouse). Tom precisava recomeçar do zero, e a clínica serviu perfeitamente para seu propósito.

Livre da pressão que havia lá fora, Chaplin voltou a compôr na clínica. Teve longas conversas com Doherty e passaram a tocar juntos quando tinham algum tempo livre por lá. Começou a admirar violões e guitarras, resolvendo deixar um pouco de lado o piano para explorar melhor esses instrumentos. Descobriu os sintetizadores e virou grande fã do synth-pop oitentista. Aprendeu a tocar um pouco de saxofone. E finalmente, deu forma ao melhor trabalho de sua carreira até agora.

Recuperado de seu inferno particular, Chaplin voltou ao mundo com um repertório completo de músicas quase acabadas. Essas canções foram a base de “Perfect Symmetry”, álbum lançado no final de 2008 e repaginado pelas mudanças interiores de seu principal compositor. Cada faixa possui uma personalidade diferente, quase como se possuissem vida própria. A faixa “Spiralling”, escolhida como primeiro single, foi executada incansávelmente pelas rádios e chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas. As vendas desandaram e o reconhecimento imediato alcançou lugares que eles nem imaginavam. Argentina, Mexico, Canadá e finalmente a plenitude: 8 semanas consecutivas dentro do Top 10 de discos da Billboard, nos EUA.

De longe, esse é o disco mais interessante da Keane. Carregado de dor e sofrimento, sejam pessoais, sociais ou indefinidos, consegue tocar até mesmo quem não entede o idioma no qual é tocado. Um álbum necessário para fugir do tormento e cotidiano, mas principalmente para refletir. Afinal, todos precisamos de uma pausa para encontrar o melhor de si.

Kurt Não Dorme

Posted in Filmes, Novidades, Vídeos with tags , , , , , , , , , , , on julho 20, 2010 by Jonatas

Se depender de Hollywood, Kurt Cobain jamais descansará em paz. Mais uma cinebiografia sobre o vocalista suicida do Nirvana foi anunciada. O novo longa será baseado no livro “Mais Pesado Que O Céu” de Charles R. Cross. A direção ficará nas mãos de Oren Moverman, conhecido por escrever o roteiro de “Não Estou Lá”, cinebiografia de Bob Dylan.

Segundo Moverman, o novo filme sobre a vida do cantor deverá ser mais linear, cru e caótico. O longa pretende desenvolver toda a vida do músico desde a infância, passando pela banda, seu relacionamento conturbado, o vício em heroína e enfim, o suicídio. A produção ainda não tem roteiro pronto nem título divulgado e pode demorar bastante para sair, visto que está a cargo da viúva Courtney Love. Segundo a vocalista do Hole, essa não é sua maior prioridade no momento. Nenhum ator foi escolhido até então para interpretar Kurt Cobain, mas Love mostrou-se interessada em negociar com o ator escocês James McAvoy (de “O Procurado”) ou Ryan Gosling (de “Um Crime de Mestre”).

Enquanto nada acontece, vamos ouvir “Sappy”, uma das músicas mais legais que o Nirvana pôde produzir!

Made In Brazil: Medulla

Posted in Made In Brasil, Novidades, Vídeos with tags , , , , , , , , on julho 20, 2010 by Jonatas

Ouvindo Medulla da para acreditar que o rock nacional ainda tem salvação. Letras incrivelmente inteligentes cheias de frases marcantes com forte apelo crítico munidas de um instrumental pesado que não excede os limites do bom senso e fortalecem o poder da voz rouca dos gêmeos Keops e Raony. Tudo soa perfeitamente no lugar trazendo um enorme leque de influencias que passam por diferentes vertentes musicais como new-metal, dub, jazz, MPB e hip-hop, mesclados em uma experimentação agradável.

Desde 2005 na estrada, possuem um disco espetacular lançado que passeia por ótimas faixas como “O Circo”, “Munição na Mamadeira” e “Susi”. Há também uma releitura da faixa “O Velho”, originalmente famosa na voz de Chico Buarque. Desde então estão lançando um novo disco em partes, através de compactos publicados em diferentes formatos (fitas k7, pen drives, mp3, etc). Serão no total quatro compactos que além das faixas inéditas trazem material multimídia e videos. O terceiro compacto entitulado “Capital Erótico” deve ser lançado em breve.

O som da Medulla já foi comparado com O Rappa, o que abriu portas para a inserção de seus trabalhos na mídia e em festivais de renome nacional. O clipe da música “O Novo” (acima) chegou a entrar nas paradas da MTV Brasil, provando que ainda existe um pouco de cérebro nessa remessa fraca de adolescentes. Torço para que encontrem o sucesso que merecem, afinal, não é todo dia que ouvimos algo tão bom!

Para conhecer mais do Medulla e acompanhar os lançamentos dos compactos, visite o MySpace oficial da banda. Lá também tem links para diversas redes sociais em que estão presentes ;)

#MM: Cypress Hill feat. Tom Morello – Rise Up

Posted in #musicmonday, Vídeos with tags , , , , , , , , , on julho 19, 2010 by Jonatas

Impossível não se deliciar com uma música do Cypress Hill. Desde o começo da década de 90 produzem o melhor do hip-hop, cheios de influencias latinas, rock, eletrônica e até mesmo reaggea. São dos poucos músicos que se encontram num patamar intocável e que dificilmente lançam um trabalho chato ou cansativo.

Trilhando pela sonoridade do Rage Against the Machine, banda matriz do guitarrista Tom Morello convidado especialmente para essa faixa, o Cypress Hill mostra que mesmo com 20 anos de estrada ainda podem se reciclar. Sem abusar do gansta-rap fazem uma canção cheia de consciencia com um bom refrão marcante. As linhas de baixo acentuam a sagacidade empírica da faixa e impulsionam texturas dançantes que empolgam já na primeira audição. Uma canção que ficaria perfeita na voz de Zack De La Rocha e levantaria as multidões que o acompanham nos shows, mas que ao mesmo tempo mantém a identidade musical do Cypress Hill.

Uma ótima faixa para fãs de rock e pessoas que se interessam pelo bom hip-hop.

Jakob Goes Dylan

Posted in Música, Novidades with tags , , , , , , , , on julho 19, 2010 by Jonatas

Durante toda a década de 90 as rádios ficaram infestadas com hits melosos e bem trabalhados da tímida banda Wallflowers, encabeçada pelo subestimado vocalista Jakob Dylan, ilustre filho de um ilustríssimo divisor de águas musical, Bob Dylan. Subestimado porque era inevitável não comparar o filho com o pai. A crítica massacrava alguns versos simples e melodias pop como se fosse obrigação de Jakob criar canções históricas e inteligentes. Sabe como é, a genética não pode falhar.

Mas ele conseguiu calar a boca da mídia. Vendeu milhões fazendo um rock alternativo agradável totalmente diferente do folk com o qual cresceu ouvindo. Não haviam rastros de country ou de blues em suas canções. Nada bucólico ou que soasse interiorano. Letras fáceis e pegajosas bastante coesas. Até conseguiram a benção de outro ícone da música, David Bowie, que permitiu a regravação de uma de suas canções para a trilha sonora de um filme inadequado (“Heroes”, regravada para a trilha do filme Godzilla). Jakob Dylan conseguiu se mostrar original e não ligava se agradava ou não os gregos e os troianos. Até que a banda acabou e fez-se necessário arriscar-se sozinho pela música. E nesse ponto que a situação foi revertida.

A carreira solo de Jakob Dylan soa como Bob Dylan. O folk está lá. O country também. Todos os versos parecem ter sido elaborados simetricamente perfeitos para soarem bucólicos. O vocal sereno meio caipira marca sua presença. Se fechar os olhos consegue até mesmo sentir o cheiro de grama molhada pela manhã naquele sítio isolado da humanidade e do café fresco preparado carinhosamente em um fogão à lenha. O pequeno Dylan decidiu que quer ser igual ao grande Dylan.

Apesar da cópia deslavada as canções são bonitas e em alguns momentos bastante interessantes. Não servem para ser clássicos e muito provavelmente nem atinjam o mainstream, mas valem a pena ser escutadas. Perdeu-se a originalidade (até mesmo visual, afinal o filho é a cara do pai e agora se veste como este também) em busca de uma zona de conforto que não era necessária para um artista competente. Lamentável, mas o que podemos fazer?

O segundo álbum do cantor chamado “Women + County” foi lançado recentemente e já pode ser encontrado na rede. Para ouvir mais trabalhos de sua carreira solo, visite o site oficial ou o MySpace ;)

Um Emprego para o Cowboy

Posted in Música, Shows with tags , , , on julho 19, 2010 by Jonatas

No último sábado, 18 de julho, aconteceria (ironicamente) na Inferno em São Paulo uma amostra de como será o apocalípse. Uma pequena orla de furiosos jovens preparavam-se para um massacre particular frente a uma das mais devastadoras bandas de death-metal da atualidade, a Job For a Cowboy. Aglomerados desde cedo no Baixo Augusta, ouviam em seus celulares a céu aberto faixas atrozes, cheias de carnificina poética contando os minutos para libertar toda a fúria concentrada em sua existencia nas rodas de bate cabeça que aconteceriam em breve. Alguns até arriscavam imitar os sonoros guturais do vocalista Jonny Davy sem sucesso. Outros grunhiam como porcos em lembrança de alguns momentos memoráveis das faixas mais conhecidas da bandas. Todos mostravam certa euforia e aguardavam ansiosamente pela apresentação.

Mas superestimaram demais o evento. O show da banda foi ótimo claro, dentro do possível. A casa estava relativamente cheia, um fato bastante raro para bandas supostamente desconhecidas e de sonoridade não tão popular. Entretanto aconteceu tudo muito rápido não atingindo todas as espectativas de um show de death-metal. Executaram friamente todas as faixas com potencia, velocidade e muita competencia, praticamente sem pausas entre uma música e outra. Em pouco mais de uma hora despediram-se do público que animou-se em poucos momentos e deixou um pouco a desejar. A precisão e técnicas da banda são indiscutíveis, e possuem muita energia em palco, mas algo deixou-os tímidos. Talvez as garotas que acompanharam o show de perto, em sua grande maioria bonitas. Aliás, haviam mais garotas do que imaginava-se ter em shows desse gênero.

Sem essa de sacrificar bodes para ganhar imunidade, pactos diabólicos ou coisas do gênero: foi um bom show intimista, divertido e tranquilo, qualidades improváveis quando se trata de death-metal. Ótimo para iniciantes no gênero e curiosos. De longe, em nada se parecia com o apocalípse.