
No final da década de noventa a cena hardcore nacional se transformou completamente, trazendo um dos piores momentos desse gênero para os ouvidos. Era a explosão do hardcore melódico, que ficou também conhecido como emocore, carregada de guitarras sem peso, franjas encebadas e canções de amor. Um momento deprimente pra quem sempre frequentou o circuito alternativo das grandes capitais.
Mas com o tempo a coisa vêm mudando. Um dos melhores exemplos é provavelmente a banda Que Fim Levou Valdir? que ressucitou aquela fúria hardcore oitentista, numa levada semelhante à de bandas como Ratos de Porão. Com letras inteligentes, politizadas, críticas e muita gritaria, trouxeram para as casas de show aquele espírito desgraceiro que influencia ao mosh e as grandes rodas de pogo.
Esses paulistas debutaram nos palcos à aproximadamente quatro anos reciclando e inovando suas músicas de acordo com suas influencias que vão desde expoentes do hardcore nacional (Mukeka Di Rato), passando pela nova cena internacional (Atreyu) e alguns petardos do metal noventista (Pantera), produzindo assim um som único. Os shows desses caras são extremamente cativantes e cheios de energia, caracterizados pela ótima atuação e presença do vocalista Pedreira que não pára um minuto sequer, correndo para todos os lados, fazendo caretas e detonando com todos os integrantes da banda.
Dá pra conferir algumas composições no MySpace da banda, como o ótimo novo single “Saramago do Gueto”. E lá na Trama Virtual dá pra escutar o primeiro disco na íntegra.
Musikaholic de volta trazendo o melhor da cena brasileira ;)



Eu sei, está em todos os lugares, é um assunto saturado, já cansou, já enjoou. Michael Jackson morreu. Pronto, falei, não falo mais.
Quando moleque, gostava muito de Marilyn Manson. Tenho quase a discografia completa e original dessa que um dia já foi uma das maiores bandas do chamado rock industrial. Mas, de um tempo pra cá, o que venho escutando vindo desses caras não é nem de perto parecido com aquilo que eu gostava. As músicas ficaram extremamente melancólicas, perderam o peso e a polêmica, cairam num auto-ostracismo acriativo seguindo um padrão falido. Gosto de acreditar que Marilyn Manson acabou no ótimo Holywood, porque dali pra frente a situação ficou crítica.

